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Adelaide Ferreira seria a cara da OPA há 20 anos atrás, não agora. Mesmo assim não resisti em dedicar uma emissão dedicada à diva do Hard-Rock portugês.

Gosto acima de tudo do historial desta mulher de armas, com uma extensão vocal assustadora e que assume as suas grandezas, sem esquecer o reverso, o seu lado explosivo, carente e uma personalidade cheia de fraquezas e franquezas.

De patinho feio a animal de palco, foi um passo de gigante, num país que prefere recordá-la pelas baladas para constituir família. Amantes e Mortais é "um ganda disco" e nem sequer viu a luz do dia em versão digital. Em conversa com a Adelaide chegámos à conclusão de que esse trabalho deveria constar como um registo essencial do Hard-Rock nacional. Que tal uma edição limitada nem que seja de apenas mil exemplares?

Ela defende as escolhas que fez mas diz-se mais tranquila, agora que está a meio gás. As filhas são a prioridade e por elas toma decisões artisticas muito questionáveis pelos que não cedem nem um milímetro na sua arte. Se o povo quer baladas, ela dá baladas e sabe que a sua voz é o instrumento que mete a comida na mesa e perserva-a.

Tivemos uma conversa divertida, intimista e houve até lágrimas. Uma entrevista sem cortes, incluindo os preparativos técnicos, até aos momentos que supostamente deveriam ser para cortar.

Na OPA não há lápis azul. Duas horas de emissão com o selo de verdade da OPA.

www.programaopa.pt.vu