Foi o concerto que mais esperei em Corroios - Slimmy - e o seu muito bem recebido "BeatSound Loverboy". A imagem faz parte da embalagem que Slimmy criou em seu redor mas é de música rock/electrónica que se vê quem é o Paulo, o verdadeiro nome do "magrela" (que adora a maneira como as inglesas dizem Paulo, com uma toada latina "PAOLO").
Um colega (que nem sob tortura direi o nome) afirmou adorar o som do Slimmy mas confidenciou-me que a imagem efemininada o incomoda profundamente. A mim em particular, que adoro a androginia (não fosse "Je T'Aime Moi Non Plus" um dos meus filmes favoritos), acho extremamente aliciante o jogo sexual do cantor em palco. Usa Tops, tomara eu ter corpo para vestir, não tem medo do cor-de-rosa, nem das calças justos e de cintura descaída. Os restantes elementos da "Crew Slimmy" entram no espírito e quem julga que não passam de um grupo de "panilas" a fazer música alternativa, desengane-se.
"Beat Sound Loverboy" é um CD urbano onde Paulo experiencia em forma de canção muitas das mulheres que passaram pela sua vida. Honestamente um dos melhores discos de 2007 na música portuguesa. E em Corroios, os fotógrafos deleitaram as suas lentes captando as belíssimas poses a que o vocalista não se coibiu. Até deu direito a que os site sons da garagem tirassem a que para mim é uma das melhores "flashadas" do espéctáculo. A fazer lembrar a capa do LP dos Rolling Stones "Sticky Fingers" com fotografia do criador da Pop Art Andy Warhol.
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