Uma necessidade inexplicável de recuperar esta entrevista - que já antes esteve em destaque na OPA - apoderou-se de mim. Uma conversa intemporal há mais de um ano, que pelo actual rumo dos acontecimentos faz todo o sentido retomar.
Atenção! Não há nesta missiva qualquer sentimento de pena, ela não precisa disso para nada, trata-se apenas de fazer justiça a um dos nomes revelantes da pop nacional dos anos 80, Lena D´Água.
Temos o péssimo hábito de tratar mal a nossa história, seja em que âmbito for. Há mais para além das aventuras exacerbadas dos "Lusíadas" que aprendemos na Escola. As mulheres, em especial, são bastante ignoradas quando têm um papel predominante neste pequeno país que mantem (sem saber) um machismo mascarado.
A Lena continua a cantar e melhor do que nunca, então porque as rádios insistem em passar a versão "martelada" de "sempre que o amor me quiser" dos 80s, em vez de apostarem na recente gravação jazzy que fez no Hot Club de Lisboa deste e muitos outros temas impares da nossa música, incluidos no CD "Sempre"?
A pergunta fica lançada. As respostas podem ser muitas, mas não nos apetece estar a discutir o sexo dos anjos, mastigar o que está mais do que pronto para ser deglutido.
A música que a Lena faz neste momento merece um ouvido atento e não é frutode um producto pré-feito e refeito para ouvidos preguiçosos.
Quando li que a senhora Águas vai deixar de gravar, visto que o mercado lhe parece ter virado as costas, da minha parte instintivamente sabia que tinha de fazer algo.
Este é o meu contributo. Não deixem que ela se cale para "Sempre"!
www.programaopa.pt.vu

![[PLAY]](/img/play_button.gif)


