“Somewhere to go…”, o disco de estreia do Lollipop Boy. Em português, poderia traduzir-se em algo como “algures ou nenhures” pelo menos foi à conclusão que chegámos numa conversa descomprometida, onde o reservado “menino do chupa” falou de si e da arte que transpira desde que se lembra de ser gente.
A música é a sua vida e por impossibilidades inerentes ao mercado nacional, não lhe é possível fazer dela uma profissão a tempo inteiro. Mesmo assim não desiste utilizando as novas tecnologias como uma ferramenta a seu favor. Ao perguntar-lhe porquê “Lollipop Boy” o Filipe, deu-me uma explicação pouco convincente e até satisfatória. A mim parece-me que a palavra “lollipop” leva-nos ao universo colorido das músicas “às bolinhas” como se dizia nos 80’s acerca do tecnho.
Quando o vi nem acreditei, tinha diante de mim um exemplar do que eram os vanguardas, agora chamados de góticos. Uma espécie em vias de extinção e a fazer música electrónica com o coração na boca.



