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YSGA um dos cabeças de cartaz da XIII Edição do Festival de Música Moderna de Corroios. Na altura o concerto assentava no disco de estreia, registo vibrante com malhas punk “She’ll Turn Us All On” ou o single de apresentação com grande um brutal “powerplay” na rádio portuguesa “Like When I Was 17”. Malhas rápidas, directas, com coros orelhudos e rifs contagiantes. O Rock é isso mesmo!

Participaram no Festival de Corroios mas nunca chegaram, e segundo as palavras do vocalista Pedro Gabriel “A ganhar nada”, facto é que anos mais tarde são convidados para integrar o cartaz do concurso, “a ganhar” e se calhar nada mal! São as ironias do destino…

“Emocional Cocktail” é o segundo trabalho e segue a linha coerente do CD anterior, embora com faixas menos rápidas, mas sem descaracterizar a sonoridade do colectivo de Lisboa. Não deixa de ser estranho que consigam ser tão eficazes em disco e ao vivo - com uma atitude altamente profissional – sem que se note elos emocionais entre os vários elementos. Cada um viaja no seu próprio “cocktail emocional” e talvez por isso, eu enquanto apreciadora da música dos YSGA receie que este disco marque o princípio do fim.

A sintonia é o que faz uma banda e embora sejam bons executantes, quando nos camarins as relações não funcionam de feição é capaz de se caminhar a passos largos para o abismo. Vejamos o caso dos Sex Pistols (para o melhor e para o pior). Espero que na Tour deste novo trabalho tenham tempo de recuperar o fôlego que traduz a paixão que têm pela música e que ponham para trás das costas as politiquices mercantis.

A outra diz "cantarei até que voz me dôa". Espero que vocês toquem até que vos sangrem os dedos...

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Uma necessidade inexplicável de recuperar esta entrevista - que já antes esteve em destaque na OPA - apoderou-se de mim. Uma conversa intemporal há mais de um ano, que pelo actual rumo dos acontecimentos faz todo o sentido retomar.

Atenção! Não há nesta missiva qualquer sentimento de pena, ela não precisa disso para nada, trata-se apenas de fazer justiça a um dos nomes revelantes da pop nacional dos anos 80, Lena D´Água.

Temos o péssimo hábito de tratar mal a nossa história, seja em que âmbito for. Há mais para além das aventuras exacerbadas dos "Lusíadas" que aprendemos na Escola. As mulheres, em especial, são bastante ignoradas quando têm um papel predominante neste pequeno país que mantem (sem saber) um machismo mascarado.

A Lena continua a cantar e melhor do que nunca, então porque as rádios insistem em passar a versão "martelada" de "sempre que o amor me quiser" dos 80s, em vez de apostarem na recente gravação jazzy que fez no Hot Club de Lisboa deste e muitos outros temas impares da nossa música, incluidos no CD "Sempre"?

A pergunta fica lançada. As respostas podem ser muitas, mas não nos apetece estar a discutir o sexo dos anjos, mastigar o que está mais do que pronto para ser deglutido.

A música que a Lena faz neste momento merece um ouvido atento e não é frutode um producto pré-feito e refeito para ouvidos preguiçosos.

Quando li que a senhora Águas vai deixar de gravar, visto que o mercado lhe parece ter virado as costas, da minha parte instintivamente sabia que tinha de fazer algo.

Este é o meu contributo. Não deixem que ela se cale para "Sempre"!

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Adelaide Ferreira seria a cara da OPA há 20 anos atrás, não agora. Mesmo assim não resisti em dedicar uma emissão à diva do Hard-Rock português.

Gosto acima de tudo do historial desta mulher de armas, com uma extensão vocal assustadora e que assume as suas grandezas, sem esquecer o reverso, o seu lado explosivo, carente e uma personalidade cheia de fraquezas e franquezas.

De patinho feio a animal de palco, foi um passo de gigante, num país que prefere recordá-la pelas baladas para constituir família. Amantes e Mortais é "um ganda disco" e nem sequer viu a luz do dia em versão digital. Em conversa com a Adelaide chegámos à conclusão de que esse trabalho deveria constar como um registo essencial do Hard-Rock nacional. Que tal uma edição limitada nem que seja de apenas mil exemplares?

Ela defende as escolhas que fez mas diz-se mais tranquila, agora que está a meio gás. As filhas são a prioridade e por elas toma decisões artisticas muito questionáveis pelos que não cedem nem um milímetro na sua arte. Se o povo quer baladas, ela dá baladas e sabe que a sua voz é o instrumento que mete a comida na mesa.

Tivemos uma conversa divertida, intimista e houve até lágrimas. Uma entrevista sem cortes, incluindo os preparativos técnicos, até aos momentos que supostamente deveriam ser para excluir.

Aqui não há lápis azul. Duas horas de emissão com o selo de verdade da OPA.

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A crítica e o público não lhe poupam elogios. “Para além da saudade” editado em 2007 fê-la viajar por todo o mundo – constando na lista dos melhores CDs da música portuguesa lançados o ano passado – levou ainda para casa, em Maio passado, o galardão de melhor interprete na III Gala Amália Rodrigues.

A jovem fadista de 28 anos continua humilde com um sentido de orientação muito bem traçada. Mentor desde o primeiro momento, Jorge Fernando (com mais de 30 anos de carreira) – considerado o menino de Ouro de Amália – mantém-se firme ao lado de Ana Moura conferindo-lhe um registo único e inimitável. Fado rejuvenescido em letras contemporâneas e um frescor contagiante na linha melodia das suas canções.

Após tantos palcos pisados, a cantora não dispensa o contacto com os fadistas históricos, que ainda cantam nas casas de Fado dos bairros típicos da capital. Embora tenha começado por cantar no Sr. Vinho de Maria da Fé (outra das mentoras), actualmente dá um pulinho até à Casa de Linhares, junto à Casa dos Bicos, porque foi assim que tudo se começou a desenhar na sua carreira. Usando as suas palavras, precisa de sentir “a quentura do público”. Gosta de descobrir a tradição na voz e nas palavras que ajudaram a transformar o Fado na canção de Portugal, levando assim a nova geração a querer redescobrir as raízes nacionais.

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ALF
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ALF dão primazia à palavra. Orgulham-se da língua e têm prazer na sua articulação. ALF não são de outro mundo,antes terrenos e poetas. Será possivel juntar os dois conceitos? ALF olha o mercado musical português nos olhos e junta-se a outros projectos na criação do MAR, por outro lado, deixam que as palavras construam um puzzle que só a banda compreende. Em poucas linhas este é o planeta ALF...

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#6



The Room74 - We Can Change The World
YSGA - She Turn Us All
The Last Lesbian Show - Tokyo, Copacabana



Projecto Fuga com Celina da piedade - Valsa do Vento
Amélia Muge - O Que vê o Meu Olhar
Carlos Maria Trindade - Deep Travel



Adelaide ferreira - Baby Suicida
Gabriela Chaaf - Homem Muito Brasa



Maria João e Mário Laginha - BlackBird
Patricia Vasconcelos - Se o Amor Fosse Só Isto
Maria de Medeiros - A Little More Blue
The Profilers



Mariza - Rosa Branca
AnaBela - A Baleia Azul

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#5

Viviane - Meu Coração Abandonado
Rodrigo Leão - Memórias
A Naifa - Calças Vermelhas


Corvos - Contentores
Dead Combo - Mr. Leone
Joel Xavier - Nostalgia


Sam The Kid - Estranha Forma de Vida
JC Loops Feat. Ana Laíns - Povo Que Lavas No Rio
Composto de Mudança - Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades


Tiago Bettencourt - Canção Simples
Lobo - Esta Canção
Ornatos Violeta - Dez Lamúrias por Gole
Nuno Prata - Eu Não Sou Um Fantasma


Icon - Learpholl
Shannen Macleason - Flying'Angel

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#4


Kumpania Algazzarra - Gipsie Raggae
TerraKota - WaterFireBurn
Primitive Reason - Viaje Al Oeste

Mesa - Boca do Mundo
Marco Medeiros - Sem Rasto
Susana Felix - Mais Olhos Que Barriga

Xutos e Pontapés - Circo de Feras
UHF - Cavalos de Corrida
GNR - Portugal na CEE

Daweasel - Toque Toque
Manif3stos
Expensive Soul - Brilho

O Nome dos Vencedores do Passatempo UHF:

- Porfírio Evangelista (Guarda)
- Paulo Almeida (Lisboa)

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#3

Mandrágora - Ervamoura
Norberto Lobo - Laura
Tucanas - Kazzoo



Perfume e Rui Veloso - Intervalo
Klepht - Por uma Noite
Tambor - A Tua Falta



Raquel Tavares - Sofrendo da Alma
Madredeus - Oxalá
Ana Moura - Até ao Fim do Fim



Lena D'Água - Do Fundo dos Teus Olhos de água
Mafalda Scchetti - Imprevisivel
JP Simões - 1970 (Retrato)



Jorge Palma e Censurados - Jeremias, o Fora da Lei
Censurados - O que Faz Falta

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#2

Rita RedShoes - Choose Love
Sara Tavares - Eu Sei
Azevedo Silva - Die Mauer

Orangotang - Decide
Blind Zero - Can't Hold You Down
Linda Martini - Amor Combate

FadoMorse - Caxemira
Bad Lovers and Isteria Iberica - Lisboa
New Conection - Window Dummies

Peixe Avião - Mar Carpelo
Ekta Moai - Dinâmo
Black Soffa - Soul Queen

Desbundixie - Ana's Sweet
Lost Gorbatcheves - ...

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#1


Deolinda – Fado Toninho
Dona Maria – Canto no Meu Canto
Rodrigo Leão – Movimentos Perpétios (Música para Carlos Paredes)
Danças Ocultas - Pandora
Ala dos Namorados – Caçador de Sois

Clã – Vamos…
Balla – Oub’Lá

Cool Train Crew – Chiclete
Woman In Panic – Eve-o-Matic
Lollipop Boy – MasterMind (Remix)
Million Dollar Lips – Round

Eugenia Melo e Castro – Põe os Teus Braços à Volta de Mim
Joana Rios – Estelar

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Aqui está o exemplo de uma banda que não tem pressa de "lá" chegar. Existem desde 1999 participaram em inúmeros concursos, fizeram todo o percurso inerente a um projecto de garagem, até que chegam a 2008 convictos de que Ashfield está para durar.

Não são mediáticos nem o pretendem. Têm consciência do público alvo e das limitações que isso constitui para a aposta de uma editora no CD de estreia "Tech-FX". Um disco conceptual onde a banda inclui sem reservas, a paixão de muitos anos de trabalho à sombra, mas não à sombra da bananeira.

Focam-se numa sonoridade electrónica experimental sempre com um cariz íntimo com a voz de Xana a dar o mote para belíssimas canções que devem ser ouvidas com todos os sentidos em alerta.

"Man Machine" é o tema que representa o Campeonato Europeu de Triatlo e é da autoria dos Ashfield que estarão no Pavilhão Atlântico a interpretar esta música a 11 de Maio. A entrada é livre e estão todos convidados.

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A tradição, as raízes, o ponto de partida...tantas são as fórmulas para designar o trabalho admirável das Xaile. Honrar a música portuguesa, captando a simplicidade e ingenuidade que faz de nós um povo altamente musical.

Quando as Xaile estão por perto não é possível permanecer parado: tocam, cantam, dançam e transmitem a imagem de um Portugal que não vivemos - onde a pobreza económica nunca foi sinónimo de apatia cultural. Bem pelo contrário, as Xaile recuperam instrumentos tradicionais e cantam recuperando os vários cenários nacionais com a beleza da ruralidade a dar o mote.

São definitivamente miúdas do campo mas estão longe de ser campónias!

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Woman In Panic é o projecto assegurado pelo Pedro Gabriel Lourenço mais conhecido por ser a voz e guitarra dos You Should Go Ahead. Neste projecto com pelo menos 10 anos o Pedro teve tempo para se formar, para aprender musica enquanto autodidata e para maturar a criatividade. Ele vive para a música mas é a arquitectura que lhe paga as contas no fim do mês.

O CD Woman In Panic "Party Killer?" começou por ser distribuido pela Dance Club mas é bem possivel que em breve esteja nas lojas do costume. É um disco que vale a pena de uma ponta à outra. Temas mais ou menos orelhudos mas todos com um enorme sentido de ritmo - muitas vezes caótico, algo catrastrófico - onde os sons parecem atropelar-se uns aos outros. Pedro em Woman In Panic faz lembrar um puto traquina fascinado pelos sons contagiantes de um qualquer jogo.

Desculpa DeadBoy mas o meu leitor de CD perdeu-se de amores por esta "mulher à beira de um ataque de nervos".

O Vencedor do Passatempo:

- Paulo Almeida (Lisboa)

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Tudo indicava que era mais um projecto defunto português. O vocalista Vasco Boucinha continuava a dedicar-se à música mas sem o mediatismo que os Wonderland alcançaram com "Say Nothing", o segundo disco da banda, até então seixalense.

Após um terceiro disco menos inspirado "Glad Again" e com o colectivo reduzido a dois, caminhavam a passos largos para o abismo, mesmo que o single "Black White" tenha sido incluidio na banda sonora do filme "Manô" com Adelaide de Souza e Diogo Infante.

Na margem sul começava a surgir o burburinho de que o Vasco andava a tratar de fazer uma massagem cardíaca aos Wonderland, a ver se o coração voltava a bater e a química entre os novos elementos do grupo conseguiam algo mais do que uma estretégia de primeiros socorros.

O que conseguiram foi uma verdadeira "Sensation" o novo disco que já toca nas rádios e revela um projecto revitalizado e com paixão por melodias rock.

A promoção está a ser feita lentamente e em breve o CD será colocado à venda. Resta-nos a esperança de encontrar a banda algures num palco qualquer a tocar como se o mundo fosse acabar amanhã!

Vencedores do Passatempo:

-Elisabeth Casabón (Vale de Milhaços)
-António Alves (Quinta do Conde)
-Tiago Maia (Rio Tinto)

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A OPA resolveu sair do estúdio e tornou-se num programa de rádio itinerante. Depois de entrevistar os novatos Boundary no café da Fnac do Almada Fórum, desta vez foi DeadBoy no auditório do Pavilhão do Alto do Moinho.

O projecto DeadBoy surgiu com o Tiago a solo, um disco de estreia “Spiritz” gravado “às três pancadas” mas apadrinhado pela WhiteZone que não tem poupado esforços para promovê-lo. Na música há pelo menos 16 anos DeadBoy transmite a experiência de um músico que sabe o que quer e dispensa o rótulos.

Após reunir um grupo de músicos para levar ao palco o conceito DeadBoy, a química entre o colectivo surgiu e actualmente o que era apenas “one man show” renasce como banda e a expectativa de um novo disco onde cada um terá algo a acrescentar.

É lamentável que não tenham assistido ao primeiro concerto dos DeadBoy para um público

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Tucanês é a língua inventada pelas Tucanas, banda portuguesa constituída apenas por mulheres que dão as cartas na percursão e não só. Ao vivo são um deleite para a vista, fazem de cada espectáculo um evento artístico de ritmo, cor, cheiro e dança. Movem-se com agilidade de uns instrumentos para os outros e deixam-nos de boca aberta pela quantidade de batuques – na maioria de origem africana – que manejam sem esforço aparente, incrível coordenação e um sorriso enorme no rosto.

É um projecto que existe há alguns anos mas só agora viu materializada a gravação de um CD – Maria Café – mais do que merecida. É um projecto a não perder de vista pela originalidade mas acima de tudo pela persistência e teimosia de 5 mulheres que amam a música enquanto expressa artística em harmonia com outras formas mais ou menos tribais de passar a mensagem. Com as Tucanas a mensagem é sempre de boas vindas e um convite sincero às raízes africanas que muitos portugueses não reconhecem mas sentem como suas pelo ritmo magnético

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“Canções Para Ser Humano” remetem os Dona Maria para o universo dos comuns mortais com as histórias de cada um de nós. É o segundo CD da banda que começou com chave de ouro e o single “Quase Perfeito” com a voz de Paulo de Carvalho.

Vi-os pela primeira vez pela altura da promoção do disco de estreia na Fnac do Cascais Shopping. Marisa Pinto e a voz rouca embalava-nos em melodias tradicionais pinceladas com elementos electrónicos assegurados pelo Miguel Madjer.

Os Dona Maria continuam a colaborar com artistas de renome da nossa música, destaque entre outros, para a participação de Júlio Pereira. Em Maio a estrada é o abrigo do colectivo que começará a apresentar-se ao vivo de norte a sul do país. Um disco indispensável para os verdadeiros apreciadores de música cantada em português.

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Não se confunda a boa onda do Ska com falta de ambição. No geral o pessoal adepto desta corrente musical arrasta a voz, dorme tarde e a más horas e ingere umas cenas meio alucinógenas, mas faz parte do lifestyle de quem gosta do melhor da vida.

Os Skalibans são uma banda da margem sul do Tejo, que após várias experiências musicais se fixou definitivamente neste projecto que mais do que pernas para andar tem asas para voar além fronteiras. Após terem conseguido proporcionar alguns dos momentos mais altos da edição do Festival de Corroios 2007 – não estivessem eles a jogar em casa – conquistaram um segundo lugar que não desmoralizou o colectivo para o lançamento de um longa duração.

Com uma Demo bastante bem construída e quatro temas orelhudos estavam preparados para o próximo passo – Is it Voodoo? – o nome do CD que em breve estará nas lojas nacionais. Para já fiquem atentos porque vão ouvir falar muito deles.

Os Vencedores do Passatempo Skalibans:

-Afonso Mata (Parede)
-Pedro Rego (Lisboa)
-Leonor Rosa (Sobreda)

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“Somewhere to go…”, o disco de estreia do Lollipop Boy. Em português, poderia traduzir-se em algo como “algures ou nenhures” pelo menos foi à conclusão que chegámos numa conversa descomprometida, onde o reservado “menino do chupa” falou de si e da arte que transpira desde que se lembra de ser gente.

A música é a sua vida e por impossibilidades inerentes ao mercado nacional, não lhe é possível fazer dela uma profissão a tempo inteiro. Mesmo assim não desiste utilizando as novas tecnologias como uma ferramenta a seu favor. Ao perguntar-lhe porquê “Lollipop Boy” o Filipe, deu-me uma explicação pouco convincente e até satisfatória. A mim parece-me que a palavra “lollipop” leva-nos ao universo colorido das músicas “às bolinhas” como se dizia nos 80’s acerca do tecnho.

Quando o vi nem acreditei, tinha diante de mim um exemplar do que eram os vanguardas, agora chamados de góticos. Uma espécie em vias de extinção e a fazer música electrónica com o coração na boca.

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Ao “Ritmo da Pulsação” assim se dão a conhecer os Puzzle. Pela distância de quem ouve o single na Rádio ou na série televisiva “Morangos com Açúcar”, são apenas mais uma banda emergente deste movimento hip-hop - cujo publico alvo são miúdos que gostam de andar com o chapéu de lado e miúdas que faça sol ou chuva adoram mostrar o umbigo. Uma atitude veiculada pelo espírito MTV – Nelly e Usher – são filhos pródigos no canal de música por excelência.

Conheci o CVieira, o motor dos Puzzle, o grande responsável pelas peças se encaixarem todas na perfeição num disco que contou com a colaboração do peso pesado do funk nacional, Melo D. Ouvir falar o puto, assim o posso chamar que não será nenhuma ofensa, é um deleite para os meus sentidos, pois entrevisto diariamente bandas dos mais diferentes quadrantes musicais e com tristeza constato que alguns são vazios de conteúdo e nem a sua arte sabem defender. Super inteligente, focado, com o sentido de estar e de querer, em Portugal ou no Japão (curiosamente tem feições algo exóticas) ele vai dar muito que falar na música. Cantor, produtor ou até quem sabe professor, whatever, a música corre-lhe nas veias e isso sente-se nesta conversa “muito boa onda” ao ritmo da nossa pulsação.

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The Profilers surgiram numa saída de amigos para ver a actuação dos Bunny Ranch na final do Festival de Música Moderna de Corroios'2007. Enquanto se deixavam deslumbrar pelo talento daquela noite - The Doll and the Puppets; The Skalibans; The Cynicals (os vencedores) - começaram a engendrar o próprio projecto músical. A designação de alter-egos foi ali mesmo entre o fumo, a barulheira e muito alcool à mistura - acolhidos pelo Ginásio Clube de Corroios.

Em menos de um ano têm uma Demo "Make Love Slow...Enjoy The Role". Não há dúvidas que fazer algo por amor é tão mais proveitoso se fôr apreciado devagarinho. Mas o colectivo tem uma ânsia salutar a brotar e não para de compôr e tocar ao vivo. Há talento, maturidade e dedicação...ah e como refere o Mr. Big na entrevista "os Profilers têm bom Karma".

Diz-se que as mulheres não sabem ler mapas e sendo os Profilers liderados do San, uma mulheraça, não se pense que estarão sem rumo. O destino sabem-no de cor e salteado!

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Cintura é uma palavra bonita. Palavras leva-as o vento mas canções das boas, essas ficam para a posteridade. Os Clã lançaram o quinto CD de estúdio e é uma das poucas bandas portuguesas que mantém um nível de produção/sucesso coerentes. Não podemos esquecer que têm uma máquina de promoção a tratar de tudo o que à banda diz respeito, sorte a deles...não têm de se lamentar por isso.

Têm crescido, sem nunca deixarem de ser os Clã que conhecemos dos primeiros temas e sem qualquer surpresa reaparecem com um grupo de boas canções, mais orelhudas do que ouvimos um Rosa Carne, um trabalho com uma estética intimista. A notar o novo look de Manuela Azevedo, confessou-me que foi mais uma experiência do assessor de imagem. Numa de cinema "Noir" a OPA aprova e tenho ouvido por portas e travessas que o público também. O disco esse, é ouvi-lo, entre as palavras da própria Manuela com quem tive o prazer de conversar pela primeira vez e fiquei com a certeza de ser uma mulher com rumo...e não faria sentido ser de outra maneira!

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